Uma reflexão
Estamos aí, no mundo. Num a esmo sem propósito. E temos medo. Apesar de tudo buscamos uma compreensão absurda: quem somos? para onde vamos? qual o sentido de tudo? Sempre e sempre havemos de nos perder num emaranhado de quase-respostas. Importa que somos (afinal eu sinto que sou), que estamos aqui e que há uma mente inquieta oferecendo-se ao jogo. Ao final das contas não há um resultado absoluto, mas uma certeza latente: quando nos damos conta de nós mesmos e nos percebemos únicos, aí então enchergamos nossa ligação com toda a Natureza (Spinoza ecoando). É quando nos dedicamos a nos compreender, honestamente, que todas coisas começam a fazer algum sentido. Um sentido tão particular e universal, único.
