e-Ducação
e-DucaçãoQuando me formei em 1999, na EE Vila Tupi em Praia Grande no ‘auge’ dos meus 16 anos, mal sabia eu o que estava me aguardando pela frente. A educação moral que tive a oportunidade de receber em minhas escolas foi base, é fato, para os meus primeiros passos. Todavia não posso afirmar, sem equívocos e/ou dúvidas, que foi essa a única educação que me fortaleceu como pessoa.
Creio que a vida escolar como um todo, a felicidade e tristeza, os amigos e os nem tão amigos, as discussões construtivas e as enérgicas e mal-educadas, as aulas a fio e os dias sem aulas. Tudo isso me fez ser quem eu sou hoje.
Pouco antes de me formar no então ensino médio, já tinha contato com informática. Hoje esse mundo fantástico faz parte da minha vida pessoal e profissional. Trabalho com ela, nela e ela em mim e comigo, em uma epopéia onde fica difícil afirmar onde termina o real e começa o virtual.
Sabe-se que a educação da escola comum, apesar de precária, nunca será substituída. Esta pode ser reformulada, modernizada (o que seria ótimo), mas nunca trocada pela do mundo virtual. Tanto por questões morais quanto por causa de todo o convívio social e experiências relatados logo acima, que, na minha opinião, é o que de melhor a escola pode oferecer. Creio que hoje o casamento de ambos os universos seria uma saída maravilhosa aos problemas da educação, preenchendo uma lacuna aberta desde sabe-lá-Deus-quando.
Hoje eu uso a Internet para aprender, para ensinar, para manter contato com pessoas queridas, trocar informações relevantes ou fúteis, sentimentos e momentos.
Fico triste ao ver que muitos jovens que hoje têm a oportunidade de aprender sempre mais e mais, com uma biblioteca de informações infindáveis à disposição ali, online, ao clicar do mouse, e a desdenham.
Pior! Ao invés de trazer do mundo real o que seria interessante e proveitoso e melhorá-lo no mundo virtual, eles por exemplo, virtualmente desmontam a língua portuguesa em gírias e abreviações por acaso ou propositadamente e perigosamente exteriorizam essas falácias ao mundo real.
O resultado é catastrófico.
Temos à frente um exército, cheio de medo, com armas em punho, sem saber como manusear.
Cirurgiões com Parkinson. Pulmões sem ar.
Ainda tenho a esperança de ver essa tecnologia tão amada por mim, que tem um potencial ilimitado, sendo usada como a ferramenta de desenvolvimento e progresso que ela, em seu conceito, representa.
Beijos e Abraços!
Matheus H.

5 Commentários:
Matheus, adorei seu texto.Muitas idéias importantes você lançou...
Vamos discutir mais sobre elas, tá?
beijinhos
Vamos sim. O que você acha desse novo dialeto internetês?
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Oi, realmente "vc" abordou um tema super interessante!!! Adorei, precisamos bater nessa tecla. Aprender uma nova linguagem é ótimo, porém temos que saber em qual momento, em qual situação devemos utilizá-la! É uma longa discussão estamos no caminho certo!
Beijocas
Dani
Adoro aprender novos dialetos, Matheus...Vamos lá!Preciso me "alfabetizar"...rs
Vocês que dominam o internetês começam, tá?
beijinhos
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